Golden Share na Portugal Telecom: O Governo deu um tiro no pé do interesse público e do mercado.
O Estado usou e abusou do direito especial de apenas 500 acções (de categoria A), para esvaziar o sentido de voto e soberano de uma Assembleia Geral de accionistas, demonstrando um enorme falta de cultura de mercado e grande irresponsabilidade pela mensagem que tal acto encerra para os accionistas e investidores, portugueses e estrangeiros.
A decisão de aceitar ou não a proposta da Telefónica pelos 50 por cento do capital social da Brasilcel, podia ser uma decisão do Conselho de Administração da Portugal Telecom na qual o Estado não teria “voto”. No entanto, optou a gestão da Portugal Telecom por promover a boa coporate governance no sentido da transparência, da ética, da credibilidade e do respeito deixando a decisão directamente nas mãos dos accionistas.
Os accionistas, maioritários e minoritários, expressaram clara e expressivamente a sua vontade na Assembleia Geral de accionistas aprovando a referida proposta com 74 por cento dos votos.
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