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OPA da Portugal Telecom

February 28th, 2007

Conforme tínhamos oportunamente comunicado, não era propositivo desta Associação pronunciar-se sobre a OPA da Portugal Telecom. Esse entendimento resultou da nossa convicção que a dimensão da empresa e sua expressão no mercado de capitais, seria suficiente para combater qualquer ineficiência, mesmo que informativa.  No entanto, ainda que resulte claro o honroso esforço da comunicação social, principalmente da imprensa especializada, normalmente orientada para a liberdade dos mercados, em proporcionar aos seus leitores informação económica, empresarial e financeira rigorosa, objectiva e útil, verificou-se a incidência de pequenos grupos de opositores à OPA que veicularam informação pouca clara e difícil de sustentar na óptica da defesa dos accionistas da Sociedade Visada e dos pequenos investidores, criando um clima de incerteza, desinformação e, acima de tudo, promovendo uma visão redutora e de desconfiança do mercado e dos seus reguladores sob o pretexto de um falso paternalismo. 

Ora, a nossa declaração de missão compromete-nos com o dever de defesa dos interesses dos investidores criando e compartilhando informação que permita ao investidor, principalmente em operações desta natureza (OPA), conhecer as condições e perspectivas de cada possibilidade de decisão. Atendendo que a transparência, objectividade e a imparcialidade informativa deve ser a necessária para que os investidores possam formular um juízo fundamentado, consideramos nosso dever e obrigação estatuária pronunciarmo-nos sobre o assunto nos moldes e modos da exposição em anexo.  Por fim, ainda que expresso na referida exposição, gostaríamos de reafirmar a nossa opinião de que a orientação de voto na próxima Assembleia Geral (AG) defendida, ainda que veladamente, pela Administração da PT, não é sustentável e tão pouco defensável pela óptica dos interesses dos accionistas minoritários (que representam a maioria do capital); quanto muito pretende proteger uma minoria qualificada. Entendimento esse reforçado pelo facto de que os accionistas na próxima AG apenas irão votar para a desblindagem dos estatutos em caso de sucesso da OPA, pelo que se esta falhar, a AG, que deliberou a desblindagem do estatutos, deixa de ser efectiva e recua-se à situação anterior (mantendo os estatutos blindados). Nesse sentido a ATM, sem apelar a orientação de voto, considera que os accionistas deverão votar favoravelmente na defesa dos seus próprios interesses.

  

DIR-VAR-2007.03 - EXPOSICAO À CMVM

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