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Associação de investidores pretende ver esclarecido fracasso das negociações

November 28th, 2007

A ATM considera que os pequenos investidores devem conhecer as razões do insucesso das conversações entre o BCP e BPI para melhor aferirem as suas decisões de investimento.

in Diário de Noticias

A Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado de Capitais (ATM) quer que sejam dadas a conhecer ao mercado as razões do insucesso das conversações entre BCP e BPI com vista à fusão das duas instituições.

Em comunicado divulgado hoje, a ATM “considera que os investidores e o mercado em geral deverão ser informados sobre os verdadeiros motivos do fracasso das negociações neste processo, com vista a que todos os intervenientes no mercado e os pequenos investidores em particular possam aferir de uma forma correcta, tempestiva e actual sobre as suas decisões de investimento”.

A ATM considera “estanques e redutores” os comunicados em que BCP e BPI anunciaram, no domingo à noite ao mercado, que se concluíram “sem sucesso” as negociações tendo em vista a fusão das duas instituições, que se tinham iniciado a 6 de Novembro.

De referir que a associação “defendeu o racional estratégico e económico da proposta de fusão entre as duas instituições, que visava a constituição de um importante grupo bancário a nível nacional, com vantagens acrescidas para os investidores visto que seria uma empresa lucrativa e consolidada e trazendo também por isso benefícios para o país; não obstante considerar que a contrapartida, quer em valor e em forma, poder ser ajustada”, diz ainda a ATM.

Às 16h02, as acções do BCP seguiam na Euronext Lisboa a cair 1,97% para 2,99 euros, enquanto as do BPI recuavam 2,46% para 5,54 euros.

CMVM não pediu informações adicionais

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) não solicitou ao BCP e BPI informações sobre as razões que estiveram na base no fim das conversações com vista a uma fusão entre ambas as instituições.

Questionada pela Lusa, fonte da entidade reguladora e de supervisão disse que a CMVM “não pediu informações ao BCP e ao BPI sobre os motivos que levaram ao fim do processo negocial com vista a uma fusão entre os dois bancos”, salientando que “a informação relevante para o mercado foi divulgada”.

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